“Uma nova crise de insegurança tomou conta do meu corpo. Luto para expulsá-la, mas ela é mais forte do que eu. Sua voz me diz que não sou boa o suficiente, e começo a acreditar nela. Porque não me pareço com aquelas garotas maravilhosas para qual todos olham encantados? É, realmente não entendo. Como gostaria de possuir aquele corpo escultural, nem tão magro porém nem tão gordo, aquele famoso corpo violão. Como gostaria de possuir uma pele macia, livre de espinhas, suave… Aqueles olhos azuis ou verdes, penetrantes. Cabelos longos e sedosos. Sinto-me tão diferente, normal até demais. Sem nada que me destaque, flor sem perfume. Sim, possuo minhas qualidades, mas as pessoas não as valorizam. Onde está aquela pessoa que me dirá que possuo uma bela personalidade, que se encanta com meu jeito de ser? Onde está aquela pessoa que valorizará minha escrita e meus dotes? As pessoas não se preocupam com isso, o foco está somente no físico. Aparências enganam, repito a mim mesma. Mas quem estou querendo enganar? Mesmo sabendo disso continuo desejando mudar minha aparência, explorar a beleza que sei que possuo. Ainda tento fazer com que as pessoas me vejam com outros olhos, ainda tento aceitar-me. Olhar no espelho e sinceramente dizer que sou bonita. Por fora e por dentro, por fim conseguirei um dia dizer. Enquanto isso não sei o que farei, honestamente. Tentarei deixar que essa voz da insegurança não me influencie mais. Tentarei expulsar os monstros que constantemente me dizem que não sou boa o bastante. Será que conseguirei ser forte o bastante?
Problemas. Não podem ser considerados um infortúnio. Eles nos ajudam a nos superar, e a desafiar os imprevistos que a vida nos oferece.
“Hoje deu vontade de chorar e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe.